
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a decisão, classificando-a como um marco essencial para reativar um dos principais mercados da proteína brasileira. Segundo a entidade, a medida reflete uma “confiança renovada” entre as autoridades sanitárias dos dois países.
Mesmo antes da reabertura, as exportações de outubro já demonstravam força: foram embarcadas 501,3 mil toneladas, o segundo maior volume mensal da história do setor. Apesar da ausência da China durante boa parte do ano, a receita permaneceu elevada e a expectativa é de que o retorno do mercado chinês impulsione ainda mais o desempenho até o fim de 2025.
Analistas do setor avaliam que a retomada das compras pela China abre espaço para um crescimento adicional nas exportações no último bimestre do ano. A ABPA projeta um resultado anual positivo: mesmo após a crise sanitária, há previsão de leve alta no volume exportado, revertendo estimativas anteriores que apontavam para queda. A receita total também pode ultrapassar os US$ 10 bilhões.
A reabertura do mercado chinês é vista como fruto de um trabalho coordenado entre o setor privado e o governo brasileiro. A ABPA destacou o intenso esforço técnico e diplomático, incluindo a revisão de certificados sanitários, para garantir maior segurança e evitar novas interrupções.
Além de representar um volume adicional significativo, o retorno da China reforça a posição do Brasil como um dos mais resilientes e competitivos fornecedores de proteína avícola no comércio global.
Fontes: G1.